Maria Emilia
...
A despedida é uma grande celebração da vida e do amor. Na verdade, nós dizemos adeus àqueles que amamos todos os dias: aos miúdos que vão para a escola, a um amigo que parte de férias, etc. Quando os abraçamos e dizemos adeus, e lembra---te que te amo, estamos a fazer uma despedida, não para sempre, mas por um dia ou algum tempo. Se soubéssemos que esta era a última vez, como nos sentiríamos melhor tendo-o abraçado apertadamente e dito "eu amo-te."
À medida que a morte se aproxima, não é necessário entrarmos em pânico. Em vez disso, devemos aproveitar para celebrar a vida e dar as mãos àqueles que amamos. Podemos aproveitar o tempo que resta para juntar alguns momentos de magia ao nosso livro de recordações. E quando o crepúsculo cai e a lua se levanta, e aquele a quem amamos nos deixa, é confortante sabermos que o abraçámos e lhe dissemos adeus.
1 Response
  1. A minha mãe e o meu pai estão casados há mais de cinquenta anos. Para celebrarmos o quinquagésimo aniversário do casamento, fizemos uma grande festa.
    Sem querer, ouvi uma conversa nesse dia que, provavelmente, eles não sabem que ouvi. Agora é preciso que se compreenda que o meu pai era(e é) uma pessoa verdadeiramente do tipo "sê forte", um desses tipos de pessoa que amam muito, mas que sempre foi ensinado a somente ser "forte".Os meus pais estavam a um canto e eu ouvi a minha mãe a dizer:
    «Amas-me?»O meu pai ficou com uma expressão verdadeiramente chocada e disse:«Eu disse que te amava na noite em que te pedi para casares comigo. Se alguma vez mudar de ideias, informar-te-ei.»Pensei para comigo:«Que maravilha, papá. Isso foi somente há cinquenta anos!»
    Às vezes, amamos muito as pessoas, mas hesitamos em lhe dizer.Essas duas palavras têm grande profundidade no seu significado, e no entanto, por vezes, muito pura e simplesmente, não conseguimos dizê-las.
    O meu pai ama-me muito. Eu sei disso, mas ele não o diz. Sinto falta que ele o diga.Amo-te, meu querido papá.
    P.S. -No dia do meu aniversário o meu pai esteve muto doente, praticamente deixou de falar, mas com muito esforço, conseguiu finalmente dizer-me, através de sinais:«Eu amo-te.»Fiquei tão surpreendida, que a minha reacção foi correr para onde ele estava deitado, abraçei-o demoramente, e, disse-lhe ao ouvido:«Ó, paizinho querido, eu também te amo muito. Obrigada.»(Sic)


Enviar um comentário