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A culpa faz parte do passado. Foi água que já correu para o mar. Nós estamos a viver o presente. O aqui e o agora. Contra a culpa levanta-se a responsabilidade. A capacidade que nós temos de mudar a nossa vida. Se decidimos aceitar essa responsabilidade, não temos que perder tempo a culpar alguém, alguma coisa ou a nós próprios. Se nos prendemos às coisas más da vida para nos culparmos, nunca mais sairemos do mesmo lugar. Podemos agarrar na pedra que nos foi atirada e amarrá-la ao pescoço para nos afundarmos com ela ou aproveitá-la para sobre ela erguer uma nova construção.
Responsabilidade é a capacidade que todos nós temos de reagir a determinada situação. Está em nós aceitar ou não.


Certo dia, alguém me disse: "Deixa de aceitar o «devia» por isto e por aquilo, para que não te sintas constantemente culpada". Então, perguntei-lhe: "porquê?" De seguida, recebi a seguinte resposta:
«Não deixes que ninguém te diga "devias".Não fazemos isto?Depois, quando as outras pessoas terminam com o "devias", somos nós que dizemos "devias" a nós próprios. O que é que acontece a seguir? Se não cumprimos com todos os "devias", sentimo-nos culpados!
Sabes o que é o sentimento de culpa? Não é nada mais do que o excesso de bagagem emocional. A culpa é muito parecida com a preocupação, e a preocupação é o mesmo que nos sentarmos numa cadeira de baloiço: dá-nos qualquer coisa para fazer, mas não nos leva a lado nenhum.
Temos o direito de fazer as nossas opções na nossa vida, e por vezes os "devias" podem não ser a escolha certa para nós, em dado momento. Seja você próprio. Naõ deixe que os "devia" controlem a sua vida. (SIC)